sexta-feira, 29 de outubro de 2010

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

TurmaE_.wmv


.. porque há coisas inesquecíveis..

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Bolsinha de Pensos Higiénicos

(clica para aumentar - HD)

Say Yes


Art: Nude With Two Violins by Artist Toni M Chiapelli

when two violins are placed in a room
if a chord on one violin is struck
the other violin will sound the note
if this is your definition of hope
this is for you
the ones who know how powerful we are
who know we can sound the music in the people around us
simply by playing our own strings
for the ones who sing life into broken wings
open their chests and offer their breath
as wind on a still day when nothing seems to be moving
spare those intent on proving god is dead
for you when your fingers are red
from clutching your heart
so it will beat faster
for the time you mastered the art of giving yourself for the sake of someone else
for the ones who have felt what it is to crush the lies
and lift truth so high the steeples bow to the sky
this is for you
this is also for the people who wake early to watch flowers bloom
who notice the moon at noon on a day when the world
has slapped them in the face with its lack of light
for the mothers who feed their children first
and thirst for nothing when they’re full

this is for all the shit we own
and for the day we’ll learn how much we have
when we learn to give that shit away
this is for doubt becoming faith
for falling from grace and climbing back up
for trading our silver platters for something that matters
like the gold that shines from our hands when we hold each other

this is for the possibility that guides us
and for the possibilities still waiting to sing
and spread their wings inside us
cause tonight saturn is on his knees
proposing with all of his ten thousand rings
that whatever song we’ve been singing we sing even more
the world needs us right now more than it ever has before
pull all your stringsplay every chord
if you’re writing letters to the prisoners
start tearing down the bars
if you’re handing our flashlights in the dark
start handing our stars
never go a second hushing the percussion of your heart
play loud
play like you know the clouds have left too many people cold and broken
and you’re their last chance for sun
play like there’s no time for hoping brighter days will come
play like the apocalypse is only 4…3…2
but you have a drum in your chest that could save us
you have a song like a breath that could raise us
like the sunrise into a dark sky that cries to be blue
play like you know we won’t survive if you don’t
but we will if you do
play like saturn is on his knees
proposing with all of his ten thousand rings
that we give every single breath
this is for saying–yes


Just to say... you're unique and wonderfull, don't forget it mon amour!
luv u ;)

terça-feira, 19 de outubro de 2010

SILENCIO AMARGO DA MINHA EXISTÊNCIA

Foto do Elfo ;)

No silêncio claro duma conversa sentida, a ausência de palavras torna-se reconfortante.
Perante tais momentos, assola-nos o desconforto irreal do infortúnio criado ao longo dos tempos.
Não! O silêncio não é desconfortável, o silêncio é a reunião da alma com o espírito, é o pensamento alto da nossa insignificância enquanto reles humanos sequazes duma humanidade ingrata e fingida.
O silêncio é a pureza do ser que se esvai naquele segundo onde não reinam nem sons nem ritmos. É a virgindade do pensamento proibido. O silêncio é a renúncia ao superficial corrosivo, a aceitação duma interioridade intensa e determinista.
Não podemos fugir de ti. Assolas cada pensamento meu. Assolas cada segundo da nossa existência onde as sequências de notas falham. É a falha. És o erro. És o rescindir da melodia, és a pausa da saudade, num compasso cheio de emoções. És a nossa clave de fá. Suportas-nos quando falham as notas principais. És a segurança do orador.
Silencio. Bom, mau? Para pensar, para sentir, para olhar, para admirar.
Silencio.
Silencio. Duro. Estranho. Aprendemos-te assim. Algo mau. Algo evitável. Fugimos de ti. Todos fogem de ti. És constrangedor. Obrigas os nossos massacrados ouvidos a uma pausa na insanidade alheia. Obrigas os nossos tímpanos corroídos por tanta asquerosa e hedionda conversa fiada a descansarem da infâmia alheia e nossa.
No entanto eu quero-te, eu desejo-te. És o conforto da noite depois de um pôr-do-sol radioso. Acalmas as águas revoltas da insanidade do ser e convidas à reflexão irracional do não-ser.
Que seria de mim sem ti? Necessito-te como do ar que respiro.
Oh silêncio amargo da minha existência! A tua doçura encanta-me e a tua amargura envolve-me. Sou tudo contigo. Sou nada sem ti.
Silencio. Nuvem que tempera a tempestade.
Silencio. Grito rouco da minha alma.
Não me deixes!
Não me deixes!
Silencio, grito por ti!
Silencio,
Silencio amargo de mim.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

A solidão é o conforto das almas perdidas

Foto da Melanie Costa ;)


A solidão é o conforto das almas perdidas, o silencio obscuro dos inocentes. É o abraçar duma nova existência mais pura, mais sincera, mais intima.
A solidão. A solidão mata por dentro, mata aquilo que era mau, aquilo que na realidade não necessitávamos, mas que ainda assim, nos faz falta. A solidão corrói a ausência do outro, faz-nos viver numa convivência intima com o eu interior que toda a vida somos obrigados a suprimir, por isto, por aquilo ou por coisa que o valha.
A solidão, sempre tão gentil e sincera, abraça-nos na nossa nova vida. Ensina-nos a dar valor ao essencial, a despojar-nos dos complexos, dos compromissos, da reviravolta desta vida infame. Olhamo-nos ao pormenor e pela primeira vez descobrimos quem somos! Bendita solidão que nos corrói, nos magoa, nos faz sofrer horrores, mas que por fim nos regenera numa nova existência centrada em nós mesmos, onde são suprimidas as pequenas necessidades de companhia que nos viciam, que viciam o nosso corpo e a nossa mente. Acabaram-se as tretas de ‘melhores amigos’ de ‘filosofias de grupo’ acabou-se a convivência destrutiva, tão viciante quanto uma droga. Vivemos dos amigos, do nosso grupo, das pessoas que nos rodeiam. O que será que ele pensa de mim? Será que eles gostam de mim? Talvez não devesse dizer isto, podem chatear-se…
Mas que merda de mundo é este onde a nossa necessidade de aceitação e de integração é tão grande que nos anulamos a nós próprios em favor dum grupo que nos aceita. E aceita-nos porque? Porque somos iguais a eles. Porque nos comportamos como eles. Porque falamos como eles, comemos o mesmo que eles, vestimo-nos como eles e andamos com eles.
Isto é ridículo! Os seres humanos que se julgam tão avançados na sua inteligência, que acham que evoluíram imenso desde o miserável macaco de que provêem, realmente têm razão. Evoluíram imenso desde o macaco. Evoluíram para ridículas ovelhas que para se manterem vivas, para manterem a sua sanidade mental necessitam de andar todas lindinhas, umas atrás das outras, coexistindo na mesma sociedade deprimente onde são todas iguais.  Vestem-se igual, têm os mesmos gostos e, mesmo que não os tenham, fingem ter, para serem aceites.
Não passam de ridículas ovelhas peludas. Os pelos da falta de sinceridade, do ridículo, da falsa igualdade e da necessidade absurda de aceitação que lhes foi incutida desde que nasceram. Desde que nascemos quais são as preocupações dos nossos pais? Alias, desde que a nossa mãe engravida, qual é a primeira preocupação? ‘Espero que venha perfeitinho (a)’ Porquê? Para sermos iguais aos outros bebés que nasceram perfeitos. Uau! Que grande emoção! E se eu fosse uma anormal completa, anti-social, com três pernas e nove braços? Han?
‘Já viram se o meu bebé nasce com alguma deficiência? Nunca vai ser aceite pela sociedade!’ Mas porque raio é que eu preciso de ser aceite pela sociedade? Ok, concordo que não podemos ser completos anti-sociais e viver numa dimensão aparte. Mas não é um bocadinho exagerada esta desesperada necessidade de aceitação por parte de pessoas que nem conhecemos??? Quer dizer, quem é a sociedade? Aparentemente é um bicho papão do qual por algum motivo que eu ainda não encontrei, os seres humanos parecem desesperadamente querer fazer parte. Mas na realidade, não passa de um bando de pessoas que nem conhecemos, providas duma impressionante quantidade de complexos e de preconceitos, escondidas debaixo da sua capota de lã de ovelha (do qual elas não passam – meras ovelhas analfabetas e cuja sobrevivência depende da coexistência em grupo) e das quais pelos vistos a maioria dos seres vivos depende para regularem a sua auto-estima e para manterem a sua sanidade mental.
Oh vá lá! Isto não vos soa minimamente ridículo??
Pois a mim soa, e muito, e é por isso que continuo a dizer que o nosso bem mais precioso é a nossa individualidade, o nosso carácter de seres suis géneris. Sem a nossa identidade, não somos nada. Não passamos dum rebanho de ovelhas ridículas resignadas à filosofia de grupo.